Antigo Testamento · AS21
Provérbios 17
1Melhor é um bocado seco com tranquilidade, do que a casa cheia de banquetes e contendas. 2O servo prudente prevalecerá sobre o filho que se comporta de modo indigno e receberá parte da herança com os irmãos. 3O crisol é para a prata, e o forno, para o ouro, mas o SENHOR é quem prova os corações. 4O malfeitor escuta o lábio pecador; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna. 5Quem zomba do pobre insulta seu Criador; quem se alegra com a calamidade não ficará impune. 6Os filhos dos filhos são coroa para os idosos, e os pais são o orgulho dos filhos. 7O linguajar nobre não convém ao insensato, muito menos os lábios mentirosos a um príncipe! 8O suborno é uma pedra valiosa aos olhos de quem o oferece, aonde quer que vá, serve-lhe de lucro. 9Quem perdoa a transgressão busca a amizade, mas quem traz o assunto de volta afasta os amigos íntimos. 10A repreensão deixa marcas mais profundas no prudente do que cem açoites no insensato. 11O rebelde procura só o mal; por isso, um mensageiro cruel será enviado contra ele. 12Melhor é encontrar-se com uma ursa cujos filhotes lhe foram roubados do que com o insensato na sua tolice. 13O mal não se afastará da casa do que retribui o bem com o mal. 14O início do desentendimento é como a vasão de águas represadas; por isso desista da questão antes que haja briga. 15Justificar o ímpio e condenar o justo são duas abominações para o SENHOR. 16Para que serve o dinheiro na mão do tolo, se ele não tem entendimento para comprar a sabedoria? 17O amigo ama em todo o tempo, e na angústia nasce o irmão. 18O homem sem entendimento compromete-se, tornando-se fiador do próximo. 19Quem ama a desavença ama a transgressão, quem faz alta a sua porta busca a ruína. 20O perverso de coração nunca achará o bem e quem tem a língua falsa cairá no mal. 21O que gera um tolo, para sua tristeza o faz, e o pai do insensato não terá alegria. 22O coração alegre é um bom remédio, mas o espírito abatido adoece os ossos. 23O ímpio recebe suborno em segredo para corromper as veredas da justiça. 24O alvo do inteligente é a sabedoria, mas os olhos do insensato perdem-se nas extremidades da terra. 25O filho insensato é tristeza para seu pai e amargura para quem o deu à luz. 26Não é bom punir o justo, nem ferir os nobres por causa da sua retidão. 27Quem controla suas palavras tem conhecimento, e o sereno de espírito é homem de entendimento. 28Quando se cala, até o tolo passa por sábio, e o que fecha os lábios, é visto como homem de entendimento.