Antigo Testamento · AS21
Salmos 104
1Ó minha alma, bendize o SENHOR! SENHOR, meu Deus, tu és esplêndido! Estás vestido de honra e majestade, 2tu, que te cobres de luz como um manto, que estendes os céus como uma cortina. 3És tu que pões os vigamentos da tua morada nas águas, que fazes das nuvens o teu carro, que andas sobre as asas do vento; 4que fazes teus mensageiros como vento, e teus servos, como fogo abrasador. 5Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não fosse abalada em tempo algum. 6Do abismo a cobriste, como uma veste; as águas ficaram acima das montanhas. 7Fugiram sob tua repreensão; à voz do teu trovão, puseram-se em fuga. 8As montanhas elevaram-se, e os vales desceram, até o lugar que lhes determinaste. 9Estabeleceste limites para que não os ultrapassassem e voltassem a cobrir a terra. 10És tu que fazes brotar nos vales nascentes que correm entre as colinas. 11Elas dão de beber a todos os animais do campo; ali os jumentos selvagens matam a sede. 12Junto a elas habitam as aves dos céus; do meio da ramagem fazem ouvir seu canto. 13Da tua alta morada regas os montes; a terra se farta do fruto das tuas obras. 14Fazes crescer erva para os animais e verdura para o homem, de modo que da terra ele tire o alimento, 15o vinho que alegra o coração, o azeite que faz reluzir o rosto e o pão que lhe fortalece o coração. 16As árvores do SENHOR estão satisfeitas, os cedros do Líbano que ele plantou, 17onde as aves se aninham; mas a casa da cegonha está nos ciprestes. 18Os altos montes são refúgio para as cabras selvagens, assim como as rochas, para os coelhos. 19Ele designou a lua para marcar as estações; o sol sabe quando se põe. 20Fazes as trevas, e vem a noite, quando saem todos os animais selvagens. 21Os leões novos rugem pela presa, e de Deus buscam seu sustento. 22Ao nascer do sol, logo se recolhem e se deitam em seus esconderijos. 23Então o homem sai para seu labor, para seu trabalho, até o fim da tarde. 24Ó SENHOR, que variedade há nas tuas obras! Fizeste todas com sabedoria; a terra está cheia das tuas riquezas. 25Também o vasto mar aberto, onde se movem seres inumeráveis, animais pequenos e grandes. 26Ali passam os navios, e o Leviatã que formaste para nele se recrear. 27Todos esperam de ti que lhes dês o sustento a seu tempo. 28Tu lhes dás, e eles o recolhem; abres tua mão, e eles se fartam de bens. 29Escondes o rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras a respiração, morrem e voltam ao pó. 30Envias teu fôlego, e são criados; e assim renovas a face da terra. 31Permaneça para sempre a glória do SENHOR; regozije-se o SENHOR em suas obras! 32Ele olha para a terra, e ela treme; toca nas montanhas, e elas fumegam. 33Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu existir. 34Que a minha meditação lhe seja agradável; eu me regozijarei no SENHOR. 35Sejam eliminados da terra os pecadores, e não subsistam mais os ímpios. Ó minha alma, bendize o SENHOR! Louvai o SENHOR!